domingo, 31 de janeiro de 2010

Onde Vivem Os Montros

Vemos todos os dias nossos sonhos se desfazerem aos poucos
Temos vontade de querer viver num mundo totalmente desconhecido
Um mundo onde nossos monstros são bonzinhos
E os bonzinhos do Dia a Dia são os verdadeiros vilões
Queros viver o tempo todo nesse mundo
Mas sempre acordamos na manhã seginte e sabemos q nossos montros bonzinhos ficaram lá naquele lugar onde eles vivem
De noite,quando voltamos pra casa,vamos direto para aquele mundo,voltamos a ser crianças,e vamos brincar com nossos Monstrinhos até o dia nascer de novo
E se alguém perguntar Onde Vivem Os Monstros não saberemos responder,só saberemos chegar.
Simplesmente Chegar

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Já Pintou o Verão,Calor no Coração

Já pintou verão Calor no coração
A festa vai começar
Eu queria Que essa fantasia fosse eterna
Quem sabe um dia A paz vence a guerra
E viver será só festejar

Verão,Sol e Calor no Coração
Verão Significa Começo do Carnaval
Carnaval Significa muito Samba,Frevo e Axé
Axé Significa Preparação para a Copa 2010
Copa 2010 Significa Mais Um Titulo para nosso Brasil

Salve o Samba,Salve o Axé,Salve o Brasil de Multicores e Multisom
Salve esse Lindo País Tropicalista e Não Tropicalista

Sou Brasileiro e não Desisto Nunca que um dia esse País vai Mudar
Coco Antes de Chanel


Coco Chanel, que começa a vida como uma órfã teimosa, e, ao longo de uma jornada extraordinária, se torna a lendária estilista de alta-costura que personificou a mulher moderna e se tornou um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.Tem Sua História contada pelas mãos da Diretora Anne Fontaine e imortalizada por Audrey Tautou.
Um dos filmes Cinebiograficos mais belos dos ultimos tempos,digno de ser comparado a Piaf Um Hino ao Amor(La Môme)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Canibália Vol I

Tem acarajé e Coca-Cola no tabuleiro da baiana. Em Canibália, seu 13º álbum, Daniela Mercury volta a pisar fora do terreiro da diluída axé music sem romper com sua trajetória. A rota cosmopolita já tinha sido seguida em 2001 em disco no qual a cantora revelou no título, Sou de Qualquer Lugar, a intenção de não deixar sua música cozinhar em fogo brando no caldeirão de ritmos baianos. Com as liberdades estéticas garantidas pelo antropofágico título Canibália, a baiana recrutou o rapper norteamericano Wyclef Jean (projetado nos anos 90 no trio Fugees) para compor e cantar com ela um R&B bilíngue, “This Life Is Beautiful”, que celebra a vida e a Bahia. “No meu sangue o dendê se misturou”, reitera Daniela em verso de “Preta”, o medley em que o convidado Seu Jorge destila consciente orgulho negro ao cantar o samba “Sorriso Negro” com citação do “Rap do Negão”. Sim, corre nas veias da artista o dendê miscigenado. E Canibália pulsa mais forte quando recorre aos beats eletrônicos para turbinar clássicos populares da música brasileira da era pré-moderna. “O Que É Que a Baiana Tem?”, samba de Dorival Caymmi que propiciou a conquista dos Estados Unidos por Carmen Miranda, na virada dos anos 30 para os 40, é rebobinado por Daniela em notável dueto virtual com a vivaz brazilian bombshell. Símbolo recorrente no universo tropicalista que norteia Canibália, Carmen também é evocada na antenada revisita ao choro “Tico-Tico no Fubá”, hit mundial dos compositores Zequinha de Abreu e Aloysio de Oliveira. Nessa esfera cosmopolita, o álbum gira em torno da alegria que rege a discografia de Daniela. Se a eletrônica é o tempero posto com generosidade no tabuleiro a partir do álbum Sol da Liberdade (2000), e usado com certo exagero em Canibália na faixa “One Love”, o calor já é irradiado desde o início dos anos 90, quando a voz da cantora imperava hegemônica no reinado do axé antes de a coroa lhe ser tirada por divas genéricas de políticas e sons mais populistas. Calor que aquece “Sol do Sul”, reggae cuja letra ilumina a ideia de uma América do Sul socialmente mais integrada. Em qualquer latitude, Daniela faz da Bahia o seu porto seguro, a ‘terra da felicidade’ exaltada no verso inicial de “Na Baixa do Sapateiro”, cartão-postal de Ary Barroso (1903–1964), acoplado ao “Samba da Minha Terra”, do recorrente Caymmi, e ao “Samba da Bênção” (Baden Powell e Vinícius de Morais) em medley apropriadamente intitulado “Bênção do Samba”. Reverente ao samba e aos ritmos de sua terra, Daniela pede bênção aos orixás em “Oyá por Nós”, em que junta força e vozes com a parceira e amiga Margareth Menezes. O baticum afro-baiano da faixa mostra que, por mais cosmopolita que seja, Canibália também é disco enraizado no terreno da axé music, embora recuse as fórmulas e refrãos fáceis do gênero. Não por acaso, é a batida do samba-reggae que sustenta a releitura minimalista, quase cool, de “O Que Será (À Flor da Terra”), sucesso do Chico Buarque profícuo dos anos 70. E, se o caldeirão de influências e referências nem sempre atinge o ponto exato de fervura, é porque, compositora titubeante, Daniela às vezes não exibe a inspiração atestada em “Cinco Meninos”, tema em que a matriarca agrega familiares nos vocais. Contudo, se “A Vida É um Carnaval”, como apregoa o título de uma das inéditas do disco, Canibália bem pode ser a trilha inteligente do verão escaldante do nosso paraíso tropicalista.